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Queimadas em Ouro Preto reafirmam eficiência das equipes de combate a incêndios


Integração entre profissionais e população é essencial para o controle de focos de incêndios florestais que degradam o meio ambiente

Notícia publicada em 18/08/2026
por Nízea Coelho


Imagem: Defesa Civil de Ouro Preto

Na última segunda-feira, 10 de agosto, ocorreu uma queimada próximo ao Residencial Dom Bosco no distrito ouro-pretano de Cachoeira do Campo. Esse é mais um registro de uma série de focos de incêndios florestais que vêm ameaçando o meio ambiente ecologicamente equilibrado na região. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), no período de janeiro a agosto de 2026, houve 223 registros de queimadas em Ouro Preto.

As queimadas são incêndios que atingem áreas de vegetação e podem ser muito prejudiciais à fauna e à flora, reduzindo a cobertura vegetal, diminuindo a qualidade do solo e comprometendo a qualidade do ar. Além disso, a saúde humana também pode ser comprometida por causa da grande quantidade de partículas tóxicas na atmosfera, contribuindo para o desenvolvimento de problemas respiratórios, cardiovasculares e mentais, a exemplo dos traumas. Isso acontece porque, dependendo das condições meteorológicas e das correntes de ar, os poluentes podem chegar a locais mais afastados do foco de incêndio em outras regiões urbanas e rurais.

Esses incêndios podem surgir por fatores naturais, como raios, ou por atividade humana, como queimas controladas que saem do controle e atos criminosos. Somado a isso, o aquecimento global contribui para o crescimento do número de queimadas, porque o calor retira a umidade do solo e das plantas, transformando a vegetação seca em um “combustível”. O resultado disso é um ciclo, já que o surgimento de mais queimadas influencia no aquecimento do planeta.

De acordo com Pedro Reis, chefe do Departamento de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de Ouro Preto (Base Ouro), os meses de agosto e setembro são considerados picos do período de estiagem por um conjunto de fatores climáticos e do solo. “Há uma combinação desfavorável de baixa precipitação, umidade relativa do ar extremamente baixa, altas temperaturas, ventos fortes e acúmulo de vegetação altamente desidratada”, afirma. Já o período de estiagem prolongada pode ser explicado pelo fenômeno climático atual do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico Equatorial e altera a circulação atmosférica, inibindo as frentes frias.

O trabalho das equipes de combate às queimadas, como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Brigadistas, deve ser rápido e eficiente para que o fogo não se alastre para outras áreas e seja extinto com o menor dano possível. Dessa forma, este processo funciona em etapas. Pedro define que a identificação dos focos é feita por meio do patrulhamento de campo ou via chamados da população por contatos de emergência. Logo, é avaliada a possibilidade de acesso, a extensão do incêndio, intensidade, relevo, direção dos ventos e proximidade de áreas de risco, como casas e rede elétrica. Caso o acesso seja viável, as equipes podem contar com auxílio de caminhões Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS) do Corpo de Bombeiros. Pelo contrário, há também possibilidade do lançamento aéreo de água pelos Bambi Buckets, bolsas de água anexadas à aeronave.

Junto à parte técnica do combate ao fogo, é importante que a população auxilie as equipes seguindo procedimentos de segurança. “Não se aproxime das chamas e também não tente atravessar áreas com fogo alto e fumaça intensa. O vento muda rápido de direção e pode cercar a pessoa sem ela perceber. E não tente combater as chamas sozinho”, aponta Pedro. Ao flagrar queimadas ou princípios de incêndio, acione os serviços de emergência e repasse informações como local, dimensão do fogo e direção em que as chamas se movem:

  • 193 - Corpo de Bombeiros
  • 199 - Defesa Civil
  • 190 - Polícia Militar

 

Texto: João Henrique do Nascimento

Revisão: Victor Stutz


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