Notícia publicada em 28/05/2026
por Nízea Coelho

Uma pesquisa desenvolvida no IFMG Campus Ouro Preto, com apoio da Prefeitura de Ouro Preto, está entre os 55 projetos que compõem o livro Sustainability Initiatives across Brazil’s Federal Network of Professional, Scientific, and Technological Education: volume 2, apresentado na COP 30, realizada em novembro, no Brasil. Na tarde do dia 25 de maio, o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, recebeu em seu gabinete o vereador Matheus Pacheco e a professora do IFMG Cecília Félix Andrade Silva, coordenadora da pesquisa.
O projeto “Mapeamento de Áreas Suscetíveis a Enchentes no Perímetro Urbano dos Distritos de Amarantina e Cachoeira do Campo” foi selecionado entre mais de 300 projetos desenvolvidos nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do Brasil, que incluem 38 Institutos Federais, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), dois Cefets, o Colégio Pedro II e escolas técnicas vinculadas a universidades federais. Muito além de uma pesquisa acadêmica, o projeto tem a Prefeitura de Ouro Preto como parceira, tornando-se uma iniciativa de destaque da Rede Federal em inovação e sustentabilidade, aproximando a instituição de ensino do dia a dia da comunidade.
A iniciativa teve início após as chuvas ocorridas em outubro de 2021 na região de Cachoeira do Campo e Santo Antônio do Leite, o que ocasionou grande inundação no Córrego do Maracujá, atingindo mais de 600 pessoas em Amarantina. Viu-se, ali, a necessidade de se realizar um mapeamento da área a fim de criar a mancha de inundação da região. A partir de um convênio firmado entre a Prefeitura e o IFMG, com previsão no Plano de Contingência Municipal para situações de emergência, foi possível disponibilizar recursos humanos, materiais e financeiros para a realização da pesquisa. Foi realizado, assim, o mapeamento hidrogeológico das calhas dos rios Maracujá e Tripuí, com o objetivo de produzir um diagnóstico histórico do nível da água e das enchentes, além de medidas paliativas e alertas à população.
“Recebemos com respeito e atenção o trabalho apresentado pelo IFMG, que une tecnologia e saber local para identificar e mitigar áreas de risco em Amarantina e Cachoeira do Campo. Com o incentivo da Prefeitura, queremos consolidar essa iniciativa como parte das políticas públicas municipais, garantindo monitoramento contínuo e respostas mais rápidas a eventos extremos. A integração entre comunidade, instituições de ensino e Defesa Civil é essencial para proteger vidas e preservar o patrimônio de Ouro Preto”, afirma Angelo Oswaldo.
Os mapas detalhados servem para orientar as ações da Defesa Civil municipal, pois indicam áreas que podem ser afetadas em caso de emergências, além da previsão de um plano para implementação de um sistema de monitoramento hidrológico em tempo real, com transmissão de dados via rádio, para aprimorar a previsão, garantindo uma resposta ágil e eficaz a eventos extremos. Esses avanços evidenciam a importância do investimento público e da articulação entre poder municipal e instituições técnicas para a redução de riscos e a proteção de vidas e bens.
Texto: Marcus Borges e Nízea Coelho
Revisão: Victor Stutz