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Matriz de São Bartolomeu já tem data para reabrir após restauração

Notícia publicada em 10/04/2026
por Nízea Coelho


Imagem: Semente

A Igreja Matriz de São Bartolomeu, em Ouro Preto, será reaberta no dia 7 de julho, após passar por um amplo processo de restauração. A conclusão das obras representa um marco importante para a preservação do patrimônio histórico e para a valorização da memória coletiva da comunidade local.

Considerada uma das igrejas mais antigas de Minas Gerais, a matriz possui relevante valor arquitetônico, artístico e simbólico. Ao longo dos anos, a edificação apresentou desgastes naturais decorrentes do tempo e das condições ambientais, o que tornou necessária uma intervenção cuidadosa para garantir sua integridade e continuidade como espaço de vivência religiosa e cultural.

Mais do que um patrimônio histórico, a Igreja Matriz de São Bartolomeu se consolida como um espaço de identidade e pertencimento para a população. Ao longo de gerações, o local tem sido cenário de celebrações religiosas, encontros comunitários e manifestações culturais que reforçam os vínculos entre os moradores e sua história.

Serma de Souza Fortes, moradora do distrito há mais de 50 anos, destaca a importância da conclusão da restauração: “A igreja é um importante patrimônio da comunidade, conhecida por abrigar o sino de Brasileira, o único do Brasil. Sua preservação sempre foi um desejo de todos nós. Hoje estamos muito felizes por estarmos próximos da entrega dessa obra tão esperada. Em breve, turistas poderão visitá-la novamente, e as celebrações voltarão a ser realizadas na matriz”.

Restauração e preservação do patrimônio

O projeto de restauração foi executado em três etapas distintas, cada uma voltada a demandas específicas identificadas por meio de estudos técnicos. A primeira fase contemplou ações emergenciais, com foco na contenção de danos e na mitigação de fatores que poderiam acelerar a degradação dos elementos arquitetônicos, como infiltrações e instabilidades estruturais.

Na segunda etapa, os trabalhos se concentraram na recuperação arquitetônica e estrutural do imóvel. Entre as intervenções realizadas, destacam-se a estabilização da capela lateral e a substituição de elementos comprometidos, como os contraventamentos de madeira, fundamentais para a sustentação da edificação.

Já a terceira e última fase teve como principal objetivo o resgate das características originais do templo, com ênfase na recuperação das primeiras camadas artísticas. Foram realizados trabalhos minuciosos de prospecção e restauro, permitindo a identificação e valorização das cores, pinturas e elementos decorativos que compunham o ambiente desde a primeira metade do século XVIII.

As obras de restauração foram viabilizadas por meio da Plataforma Semente, iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais que apoia projetos de relevância socioambiental apresentados por instituições do terceiro setor. O programa utiliza um sistema virtual de amplo acesso em todo o estado, promovendo transparência e participação na destinação de recursos para ações que impactam positivamente a sociedade.

 

Texto: Laira Ferreira

Revisão: Victor Stutz

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