ATA DA 5ª. REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – CAE/OP, QUADRIÊNIO 2021/2025, REALIZADA NO DIA 24.02. 2022.
Aos vinte e quatro dias do mês de fevereiro de dois mil e vinte e dois às quatorze horas, realizada virtualmente, pelo Google/Meet, devido à pandemia do novo corona vírus aconteceu a quinta (5ª) Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Ouro Preto – (CAE/OP) referente ao mandato 2021 a 2025, presidida por Luana da Silva Freitas, membro titular, Representantes da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP com a presenças dos seguintes conselheiros: Elizabete Mártir de Souza, membro titular, Representante das Entidades de docentes, discentes ou trabalhadores na área de educação; Isabel Cristina Sinclair de Oliveira Neves, membro titular; Márcia da Conceição Mota, membro titular, Representante de Entidades de docentes, discentes ou trabalhadores na área de educação; Priscila Pena Camargo, membro suplente, Representantes do Poder Executivo; Renata Nascimento de Freitas, membro titular, Representante da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP. Justificaram ausência Raissa Palma de Souza Silva, motivos profissionais a impediram de comparecer. Tivemos, ainda, a presença de Renato Alves de Carvalho, Secretário Municipal de Educação e Fátima Aparecida Neves Rodrigues, Secretária Executiva do CAE.A Presidenta, após cumprimentar a todos os presentes, confirmou a presença de 06 (seis), conselheiros o que conferiu o quórum regimental para a instalação da reunião.Na sequência, deus boas-vindas aos presentes e informou a pauta do dia;1. Informes sobre a real situação da alimentação escolar no Município de Ouro Preto e sobre os recursos do PNAE. A pauta é aprovada por unanimidade. Na sequência, a Presidenta dá boas vindas ao Renato e agradece a atenção e disponibilidade e, menciona que está como presidenta do CAE desde agosto de 2021 e que esse momento vai esboçar o panorama de como está a alimentação escolar no município sob a perspectiva do conselho e irá se ater aos problemas referente ao tempo em que está a frente do CAE, e fala sobre a percepção em relação ao abastecimento de alimentos nas escolas que acontece de forma insuficiente, apesar da legislação que assegura que essa alimentação seja oferecida em quantidade e em qualidade. No entanto, isso não tem acontecido e o conselho traz algumas suposições. Como é sabido, o município recebe um recurso do governo federal, mais precisamente do FNDE, que é uma complementação ao recurso do município, uma vez que o município é obrigado a fornecer a alimentação escolar. Ao que tudo indica, o município não está disponibilizando esse recurso, o recurso do governo federal tem sido regular, inclusive com saldo em caixa, de duzentos mil reais, e, aparentemente, esse valor é um problema pois, se o recurso não é utilizado, o governo federal entende que o município não precisa e corta parte do recurso, o que pode onerar ainda mais o município.No caso das compras, quando são feitas, tem sido com um atraso considerável, o que pode comprometer o estado nutricional das crianças, pois o alimento não chega com a frequência necessária. Informa que no período de pandemia, os kits de alimentos não chegaram às crianças com a frequência e composição devidas, tendo sido distribuídos apenas três (03) kits durante todo o ano.Ressalta que com a situação de insegurança alimentar que o país atravessa, em um munícipio que tem uma arrecadação considerável, o fornecimento de alimento para os alunos ficou a desejar. Além disso, mesmo com o retorno às aulas presenciais,dezesseis escolas ainda estão em ensino remoto e esses alunos precisam receber kits que já foram comprados mas não foram distribuídos. Prossegue dizendo que o que se percebe é que existe uma desarticulação no setores envolvidos que impede que o alimento adquirido seja entregue no destino. No que diz respeito ao PNAE, um dos maiores programas de alimentação do mundo, além de sanar o problema da desnutrição dos escolares, ainda fomenta a agricultura familiar impulsionando a economia local. Ressalta que no município existem agricultores que produzem produtos de excelente qualidade. Relata que a Chamada Pública para aquisição da agricultura familiar não aconteceu e no ano passado (2021), não houve compra da Agricultura Familiar, o que é lamentável e para 2022 o CAE recebeu a informação de que houve uma redução de (06) seis meses da vigência do contrato com a cooperativa dos agricultores familiares, sendo que CAE não teve sequer uma explicação sobre os motivos dessa alteração. Fala ainda que o CAE é consultivo, de assessoria e, também, deliberativo, no entanto, não tem recebido retorno sobre seus questionamentos. Concluindo, relata que foram realizadas visitas a algumas escolas no final de 2021 e que foram observadas estruturas precárias, cozinhas com número insuficiente de funcionárias para atender a demanda, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e uniformes para as funcionárias, falta de seguimento dos cardápios por falta dos alimentos e, muitas vezes, as cozinheiras precisam fazer mágica com a quantidade de alimentos que chegam. Dando continuidade Luana abre a palavra para os demais conselheiros e a Priscila faz menção à participação e atuação das nutricionistas no setor de alimentação escolar, esclarecendo que os acontecimentos do ano de 2022, não é de responsabilidade das duas nutricionistas, as ações do setor de alimentação escolar foram tomadas, com solicitações registradas, mas sem respostas, complementa Priscila. E Isabel faz uma ressalva sobre os kits, já foram comprados e, ainda, não foram recebidos no almoxarifado, sendo que a distribuição tem que ser muito planejada, pois o almoxarifado não comporta o volume de compras. Renata reforça as palavras de Luana e diz que o caráter do CAE é de colaboração, e, enquanto cidadãs, há uma preocupação com alimentação escolar no município, sendo o intuito do CAE tentar entender quais são os empecilhos, identificar os problemas e atuar junto a SME para solucioná-los. Diz que éinaceitável que um município do porte de Ouro Preto tenha sua alimentação escolar em condições tão precárias. Dando continuidade, a Presidenta passa a palavra ao Renato que ao iniciar cumprimenta a todos agradecendo o convite e, comunga de todas as pontuações, e, diz que o ano passado enquanto vereador da Câmara Municipal, uma das pautas foi a questão da Agricultura Familiar e, vinha encaminhando requerimentos para a SME, alertando sobre a compra e aquisição de kits, para serem distribuídos aos alunos, e, principalmente, sobre o que aconteceu sobre a Chamada Pública, além disso, após visitas a cooperativas e conversas com os agricultores se propôs a ajudar no processo para acelerar a Chamada Pública, por meio de diálogos com os interessado no assunto tentando buscar mecanismos para solucionar os problemas. Após conversas com a Secretaria de Agropecuária, o intuito da Prefeitura é fortalecer a agricultura familiar e a segurança alimentar. Sobre a questão das estruturas das cozinhas nas unidades escolares é sempre um assunto levantado e questionando durante as visitas, muitas não passam por intervenção há anos, e são necessárias reformas. Para finalizar, menciona que assim que Priscila entregou o relatório a SME ficou ciente de toda a situação. Dando seguimento, a Presidenta pergunta sobre as entregas que não foram realizadas ano passado e sobre o caixa escolar, se já existe uma previsão para serem solucionados e, Renato responde que em relação a distribuição da verba na escola, poderia ter sido utilizado como aporte na compra dos kits e melhoria dos kits. Que o processo do caixa escolar já está na procuradoria, mas esse ano o convênio está ativo e, espera-se que funcione de fato; quanto ao ano passado houve vários outros problemas e, também com o CNPJ das unidades escolares, mas que esse ano todas as escolas receberão o caixa escolar. A conselheira Renata pergunta sobre a questão do caixa escolar parece que não é somente uma questão burocrática, pois, algo está impedindo as diretoras de utilizar os recursos, e parece que o problema já esta acontecendo desde o ano de 2020, o que é complicado, pois atrapalha as diretoras o gerenciamento. O Secretário Renato responde, que em sua percepção, já um tempo, é que a Procuradoria Jurídica, membros diferentes ao longo de um tempo, fazem interpretações diferentes em relação ao caixa escolar,no momento, os problemas estão acontecendo com apenas algumas unidades com o CNPJ. Renata reitera que então, o empecilho com o caixa escolar, para o ano vigente não vai acontecer, e a resposta do Secretárioé que o processo está sendo renovado e já está na Procuradoria Jurídica e a expectativa de prazo para que seja resolvido em breve.A conselheira o interpela sobre a expectativa de repasse do município para o a alimentação escolar no ano de 2022. Renato responde que precisa consultar o Quadro de Detalhamento de Despesa (QDD), para responder, pois pode ter havido um superávit na ficha da alimentação escolar, e ter uma atualização, e responde que o aporte da Prefeitura é de R$665.000,00 (seiscentos e sessenta e cinco mil reais). A conselheira Renata, que no final de 2021 foi feita uma reunião, com o setor de compras da SME na qual foi informado que o atraso no processo de compras se dá por conta da centralização das compras e, como é preciso acontecer essa centralização, o setor da SME assumiu as compras de maneira mais informal isso deixou o CAE muito preocupado pois, caso haja essa centralização sem padronização, sem regulamentar um cronograma, pode haver sérios problemas na compra de gêneros para alimentação escolar, correndo um risco de chegar no final do ano sem ter conseguido fechar todo esse processo. Priscila reforça que os cálculos para as compras são realizados por ela e Isabel, e esse planejamento é enviado com 6 meses de antecedência ao setor responsável por fazer as compras pois o processo todo é muito demorado. Isabel pergunta ao Secretario se tem previsão de entrega dos kits e o Secretario passa a palavra ao Armênio que responde que os kits estão com processo de restos a pagar ainda do ano passado, e para fazer o empenho desse ano, é necessário encerrar o exercício de 2021 e, pagar o que faltava para empresa, anular o saldo que não foi gasto, e a previsão de entrega segundo a empresa é para a próxima semana, ou seja, no início do mês de março. Na sequência, a conselheira Renata reforça que o CAE se preocupa que, com a burocracia envolvida é necessário agilidade, pois, iniciando as aulas as crianças estão sem alimentação e, novamente reforça a parceria necessária para amenizar os gargalos nos processos. O Secretario reforça que os gêneros estão sendo entregues nas escolas onde as atividades são presenciais, a pontuação do Armênio, sobre as entregas,que ainda irão acontecer é sobre os kits que deverão ser entregues nas escolas cujo o ensino está acontecendo remotamente. Renata solicita acesso do CAE às solicitações de compra que foram feitas, pois o CAE só teve acesso durante as visitas às notas de entrega e observou-se que a quantidade de carne recebida nas escolas é menor do que o previsto nos cardápios. Questiona sobre os motivos da entrega não estarem sendo de acordo com o planejado, quem faz os cortes, e quais critérios para fazer esses cortes. Algumas escolas não tiveram carne na merenda e como no planejamento tem carne para todos os dias, não se justifica um saldo de duzentos mil reais e não ter carne no cardápio, conforme preconiza a lei. Enfatiza que há um entreve difícil de entender, ou se é falta de interesse. O Secretario garante que vai verificar o que está acontecendo, pois assumiu a pasta há poucas semanas e que irá averiguar sobre o que foi exposto. Renata reforça sobre a parceria com a SME, maior envolvimento para quando surgir os questionamentos, que possam ser respondidos, que haja maior engajamento e valorização da SME com o setor de alimentação escolar, pois a fome não pode esperar e é inaceitável o que esta acontecendo com alimentação escolar no município. Dando continuidade a fala da Renata, a Presidenta reforça que o processo é bastante burocrático e o CAE deve buscar entender em qual etapa do processo existe obstáculo que faz com que a comida não chegue onde e quando deve chegar. O Secretário se manifesta solidário a toda essa discussão e reforça que todo esse trâmite para o processo de compra é da Prefeitura como um todo, e que é importante sim, desburocratizar. Renata faz uma observação sobre o valor do aporte somado ao valor de repasse do FNDE e menciona que esse valor não vai ser suficiente para cumprir a alimentação escolar durante o ano, devido a alta de preços, e pergunta ao Secretario se é possível fazer algo para aumentar esse valor. A resposta do Secretário é que toda despesa, quando há necessidade, pode ser suplementada e complementa que o processo está realmente muito lento, pois não se pode esperar acabar para depois comprar e, como tudo deve ser equacionado, acredita que os setores, verificando que o saldo financeiro está acabando, suplementa, se for dentro do prazo do contrato, faz-se um aditivo, mas, obviamente, é preciso aprimorar o processo. Finalizando, a Presidenta agradece a participação e espera que o CAE possa estreitar as relações e que o município possa cumprir a lei e fornecer o alimento para os escolares. O Secretário agradece e se coloca a disposição. Nada mais havendo a ser tratado, Luana da Silva Freitas, encerrou a reunião com os trabalhos registrados nesta ata que, após lida e aprovada, será assinada, por mim, Fátima Aparecida Neves Rodrigues, e pela Luana da Silva Freitas.
ATA DA 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – CAE/OP, QUADRIÊNIO 2021/2025, REALIZADA NO DIA 30.03.2022
Aos trinta dias do mês de março de dois mil e vinte e dois, às quatorze horas, de forma virtual, pelo Google/Meet, devido à pandemia do novo coronavírus, aconteceu a sexta (6ª) Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Ouro Preto – (CAE/OP) referente ao mandato 2021 a 2025, presidida por Raissa Palma de Souza Silva, membro titular, Representantes dos Pais de Alunos e pelos conselheiros: Isabel Cristina Sinclair de Oliveira Neves, membro titular, Priscila Pena Camargo, membro suplente, Representantes do Poder Executivo; Elizabete Mártir de Souza, membro titular, Representante das Entidades de docentes, discentes ou trabalhadores na área de educação; Renata Nascimento de Freitas, membro titular, Representante da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP; Keler Maria de Castro Costa, membro suplente, Representante dos Pais de Alunos; Marilda Dionísia da Silva Costa, membro suplente, Representante da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP. Tivemos, ainda, a presença de Pollyanna Ruchido Dias, contadora da Secretaria Municipal de Educação, e Fátima Aparecida Neves Rodrigues, Secretária Executiva do CAE. Justificaram ausência Luana da Silva Freitas, assuntos pessoais e de saúde a impediram de estar presente. Em virtude da ausência da Presidente, quem assume a presente reunião é Raissa Palma de Souza e, após cumprimentar a todos os presentes, dando boas-vindas observou a presença de 07 (sete) conselheiros o que conferiu o quórum regimental para a instalação da reunião. Na sequência fez a leitura da pauta: 1. Prestação de contas anual do PNAE/2021; 2. Informações referentes ao seminário da Emater; 3. Informes; 4. Outros. Na sequência, Pollyanna iniciou as apresentações demonstrando a Receita do PNAE no ano de 2021, da seguinte maneira; não houve repasse em Janeiro, no mês de Fevereiro o repasse foi de duas parcelas R$152.840,80 (cento e cinquenta e dois mil, oitocentos e quarenta e reais e oitenta centavos), 06 (seis) parcelas iguais no valor de R$76.420,00 (setenta e seis mil, quatrocentos e vinte reais), não houve repasse no mês de Setembro e em Outubro o repasse foi de duas parcelas R$152.840,80 (cento e cinquenta e dois mil, oitocentos e quarenta reais e oitenta centavos), em Novembro não houve repasse e em Dezembro o repasse foi de R$76.420,40 (setenta e seis mil, quatrocentos e vinte reais e quarenta centavos), totalizando R$840.624,40 (oitocentos e quarenta mil, seiscentos e vinte e quatro reais e quarenta centavos), com rendimentos no valor de R$ 15.639,15 (quinze mil, seiscentos e trinta e nove reais e quinze centavos), sendo o total geral de R$ 856.263,55 (oitocentos e cinquenta e seis mil, duzentos e sessenta e três reais e cinquenta e cinco centavos). No Controle Financeiro do PNAE, o saldo PNAE em 31 de janeiro de 2021 é de R$ 410.339,11 (quatrocentos e dez mil, trezentos e trinta e nove reais e onze centavos), somados à receita de Janeiro a Dezembro de R$ 840.624,40 ((oitocentos e quarenta mil, seiscentos e vinte e quatro reais e quarenta centavos), e aos rendimentos de Janeiro a Dezembro de R$ 15.639,15 (quinze mil, seiscentos e trinta e nove reais e quinze centavos), totalizando o valor de receita de R$1.266.602,66 (Hum milhão, duzentos e sessenta e seis mil, seiscentos e dois reais e sessenta e seis centavos), não teve pagamentos de restos, e o total de pagamentos R$ 1.008.312,14 (Hum milhão, oito mil, trezentos e doze reais e quatorze centavos), dessa forma o saldo PNAE em 31 de dezembro de 2021 foi de R$258.290,52 (duzentos e cinquenta e oito mil, duzentos e noventa reais e cinquenta e dois centavos), representando um percentual de saldo não utilizado de 20,39%, sendo o valor do limite de R$379.980,80 (trezentos e setenta e nove mil, novecentos e oitenta reais e oitenta centavos). A Receita Base Cálculo dos 30% de compras da Agricultura Familiar, relativo a receita recebida no ano, R$ 840.624,40 (oitocentos e quarenta mil, seiscentos e vinte e quatro reais e quarenta centavos), gera um valor de R$ 252.187,32 (duzentos e cinquenta e dois mil, cento e oitenta e sete reais e trinta e dois centavos), sendo que não houve gastos com Agricultura Familiar de Janeiro a Dezembro de 2021. Da mesma forma não houve gastos com caixa escolar, esse é repasse feito pela prefeitura, pois não foram feitos convênios com as escolas por causa da suspensão das aulas presenciais. Foram distriuidos dos kits de alimentos com recurso próprio da prefeitura entre os meses de Janeiro a Dezembro de 2021 de R$ 585.666,30 (quinhentos e oitenta e cinco mil, seiscentos e sessenta e seis reais e trinta centavos) e merenda para as escolas com atividades presenciais a partir do segundo semestre, com recurso próprio no valor de R$ 30.913,16 (trinta mil, novecentos e treze reais e dezesseis centavos). Após a apresentação do Relatório Contábil, Raissa agradeceu e questionou sobre o motivo de não ter havido gastos com a Agricultura Familiar e Priscila esclarece que não houve Chamada Pública para a compra da Agricultura Familiar no ano de 2021, embora toda a programação, cálculos e o planejamento, tenham sido entregues à SME em dezembro de 2020, só foi realizada em dezembro de 2021, ou seja, como um ano de atraso. A partir de então houve alguns questionamentos e quem inicia é Renata que não entendeu corretamente a colocação de Pollyanna no que diz respeito ao que foi apresentado sobre o repasse da prefeitura para aquisição dos kits, em torno de quinhentos mil e, no final explica que o total de gastos com merenda no ano foi em torno de um milhão, nesse caso a prefeitura repassou mais de 50% do que foi gasto com o PNAE, Pollyanna esclarece que se trata de dois recursos diferentes o recurso de um milhão esse é especifico da conta do PNAE enviado pelo FNDE, além desse, teve o gasto com kits que a prefeitura fez, o que caracteriza recursos próprios, além desses dois recursos o caixa escolar também é com recurso próprio. Renata reforça que a prefeitura repassou pouco mais de 50% do que foi gasto do PNAE, e Pollyanna confirma. Dando continuidade, Raissa pergunta se há possibilidades do CAE ter acesso as notas fiscais, e Pollyanna esclarece que manda ao CAE os relatórios contábeis e que nele constam toda a movimentação, nota a nota é um volume muito grande, não há condição de ser enviado na totalidade, no entanto, se for necessário um esclarecimento específico de algum dado que gera dúvida, poderá ser esclarecido, conclui Pollyanna. Outro questionamento foi feito por Elisabete que pergunta o que foi feito do valor que deveria ser gasto com a Agricultura Familiar, continua na conta ou foi estornado, e Polyyanna esclarece que o valor referente a Agricultura daria em torno de duzentos e cinquenta mil, trata-se uma conta única e, na realidade sobrou R$258.290,52 é como se tivesse sido usado esse valor, por se tratar de uma conta só, independente se gastou com agricultura ou não, o cálculo da agricultura é anual, e no ano de 2022, 30% da receita deve ser gasto com a agricultura, inclusive na nova legislação, o que não for gasto com a agricultura deverá ser devolvido, antes o saldo era conferido no dia 31 de dezembro a partir de agora será exigido o gasto específico, em caso contrário será devolvido. Renata pergunta se o saldo remanescente vai ser somado a nova receita do ano vigente, e Pollyanna esclarece que o saldo vem como saldo financeiro somado a receita para ser calculado para a receita do ano e não para a agricultura familiar. Renata diz que o cálculo de 30% é o mínimo, se pensarmos no valor do ano passado que não foi gasto poderia ser somado e que esse valor seria usado com a Agricultura Familiar e Pollyanna diz que nada impede e confirma que a porcentagem mencionada é o mínimo. Raissa pergunta sobre o processo de compras para o ano de 2022, se já está em andamento e, Priscila argumenta que que o processo que deveria ser feito em final de 2020 foi realizado em final de 2021 e que para esse ano tem uma compra para a Agricultura Familiar, e os produtos já foram solicitados desde o início de fevereiro do ano vigente, os produtos estão sendo entregues porque a Chamada Publica aconteceu em dezembro de 2021, diferente do ano passado em que não aconteceu a Chamada Publica. Renata questiona sobre qual o valor dessa Chamada Publica, Priscilla diz que planejou uma compra para a duração de 01 (um) ano e a SME alterou e realizou uma compra pra 06 (seis) meses, , em um valor de R$400.000,00 (quatrocentos mil reais) para atender toda a prefeitura e não somente a SME. Foi perguntado sob qual justificativa ocorreram essas mudanças. Priscila responde que desconhece e acrescenta que diante das muitas dificuldades já experimentadas pela equipe técnica, os cálculos e as compras são feitas para atender a demanda de um ano e, mesmo porque é sabido que os produtores precisam planejar o plantio para atender a demanda, mas a SME mudou o prazo do contrato e realizou uma Chamada Publica com duração de seis meses. Priscila explica que a prefeitura optou por unificar os processos de compra para atender a todos os setores e desse valor estipulado acima, não seria somente para a SME. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de aditivo de prazo, Isabel menciona que somente o aditivo de prazo nesse caso não resolveria, teria que ser feito também um aditivo do quantitativo, pois, anteriormente o aditivo era somente com o saldo contrato e não no que foi comprado, o que reduz ainda mais o quantitativo, o que não resolve fazer o aditivo de prazo e não ter produtos para comprar. Priscila complementa que a alimentação escolar é de responsabilidade do município, nas capacitações oferecidas pelo FNDE fica claro que a verba oferecida pelo governo federal é de caráter suplementar e o valor do repasse para o município está estagnado há tempos, um valor insuficiente para cumprir toda a demanda. Após os questionamentos, Raissa agradece a participação de Pollyanna, diz que o CAE irá continuar as análises e posteriormente aprovar a prestação de contas. Dando continuidade, Renata menciona que os problemas irão continuar no ano de 2022 e no caso de uma justificativa plausível, além dos muitos problemas já apresentados há a questão não somente por não ter comprado os produtos da Agricultura Familiar e o fato de ter sobrado recursos em caixa e ter tido fornecimento muito abaixo do necessário. A porcentagem de repasse da prefeitura foi ainda menor que o repasse do FNDE e essa situação é inaceitável uma vez que o recurso do fundo é uma complementação e não a base da alimentação escolar no município, conclui Raissa. Renata relembra que em reunião anterior foi questionado que o orçamento para a alimentação escolar, no ano de 2022, em torno de seiscentos mil é insuficiente e de acordo com o secretárioRenato Zoroastro pode ser encontrado outras soluções, por exemplo ser remanejado. Raissa menciona que seria necessário embasamento para justificar a tomada de decisão em relação a aprovação do relatório contábil e relaciona os itens para análise e votação a porcentagem de repasse do FNDE suplanta o valor de repasse da prefeitura, a falta da Chamada Publica para a aquisição dos produtos da Agricultura Familiar, e a quantidade insuficiente e abaixo do mínimo na entrega dos kits, são boas justificativas e propostas apresentadas ao Conselho para justificar a reprovação da prestação de contas. Após todas as explanações e apresentações das receitas e despesas do PNAE e as justificativas acima mencionadas, os membros do conselho por unanimidade reprovam o relatório contábil do PNAE relativo ao ano de 2021. Nada mais havendo a ser tratado, Raissa Palma de Souza Silva, encerrou a reunião com os trabalhos registrados nesta ata que, após lida e aprovada, será assinada, por mim, Fátima Aparecida Neves Rodrigues, e pela Raissa Palma de Souza Silva, que dão fé ao documento aprovado por todos os presentes.
ATA DA 7ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – CAE/OP, QUADRIÊNIO 2021/2025, REALIZADA NO DIA 27.04.2022.
Aos vinte e sete dias do mês de abril de dois mil e vinte e dois às quatorze horas, realizada virtualmente, pelo Google/Meet, aconteceu a sétima (7ª) Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Ouro Preto – (CAE/OP) referente ao mandato 2021 a 2025, presidida por Luana da Silva Freitas, membro titular, Representante da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP e com a presenças dos seguintes conselheiros: Elizabete Mártir de Souza, membro titular Representantes das Entidades de docentes, discentes ou trabalhadores na área de educação, Renata Nascimento de Freitas, membro titular, Representantes da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP; Isabel Cristina Sinclair de Oliveira Neves, membro titular, Priscila Pena Camargo, membro suplente, Representantes do Poder Executivo; Raissa Palma de Souza Silva, membro titular, Representante dos Pais de Alunos. Participaram, também, desta reunião, Fátima Aparecida Neves Rodrigues, Secretária Executiva do CAE. A Presidenta, após cumprimentar a todos os presentes, contou a presença de 06 (seis), conselheiros o que conferiu o quórum regimental para a instalação da reunião. Na sequência, fez a leitura da pauta; 1. Definir estratégias de atuação junto ao DAS no sentido de contribuir para uma resolução dos problemas continuamente relatados referente ao descompromisso por parte do fornecedor de hortifruti, em relação a entrega de produtos com data de validade ultrapassada e fora dos locais e horários preestabelecidos; 2.Compreender as consequências da reprovação da prestação de contas da PMOP e traçar um planejamento anual de ações do CAE, a fim de que as coisas evoluam melhor em 2022; 3. Mapear possíveis parceiros na luta política que se faz necessária para garantir uma gestão melhor da Alimentação Escolar. A pauta foi aprovada. Dando continuidade, a palavra foi dada a Priscila que diz que tem enfrentado problemas frequentes com o fornecedor de hortifruti e a entrega tem sido atrasada, é solicitado a entrega no inicio da semana, e em algumas escolas tem sido entregues até na sexta feira e, quando isso acontece os alimentos já chegam atrasados, entregas contrárias ao solicitado e, também, problemas com a gestora dos contratos que é a funcionária que trabalha no almoxarifado, que não queria notificar essa empresa. Por causa da resistência da gestora do contrato em notificar o fornecedor, foi necessário tratar direto com o DACAD, a resposta foi de que qualquer servidor vendo alguma irregularidade pode solicitar a notificação. Assim, a empresa foi notificada mais por conta dos problemas que causou na Secretaria de Desenvolvimento Social, com o mesmo fornecedor. A informação foi de que haverá a substituição e serão regularizados os tramites para acontecer a troca, no entanto até o momento ainda não aconteceu. Priscila sugere ao CAE que seja enviado a SME solicitação de fiscalização mais cautelosa do cumprimento das cláusulas do contrato. Luana pergunta se deve encaminhar essa solicitação já ou o CAE pode aguardar para ver se será solucionado e Priscila diz que nesse momento estão tendo também problemas com o fornecedor de carne e assim, acha válido encaminhar, para que uma fiscalização cautelosa possa ser iniciada no cumprimento do contratos com todos os fornecedores. Para fechar essa pauta, o conselho delibera encaminhar ao DAS, solicitando esclarecimento sobre a falta de entrega e, sugerindo a troca do gestor do contrato, além disso, reforçando a necessidade em notificar o fornecedor sempre que necessário, além um calendário para visitas as escolas e creches. Para a segunda pauta, compreender as consequências da reprovação da prestação de contas da PMOP e traçar um planejamento anual de ações do CAE, a fim de que as coisas evoluam melhor em 2022, a Presidenta inicia falando que compreender essas consequências é corroborar com as falas e orientações da Anaelise, em reunião realizada no ano de 2021. Priscila reforça que em relação a prestação de contas, após a formalização no sistema, é necessário enviar para a SME e para a chefia do DAS o que precisa ser mudado, para que esse tipo de situação não ocorra mais. A Presidenta complementa que o CAE está organizado e atuante para que tudo funcione bem e de acordo com a legislação, sendo que a reprovação da prestação de contas foi consequência de um longo tempo de irregularidades. Raissa quais quais as implicações de fato dessa reprovação. Renata esclarece que pelo seu entendimento, a partir de agora o FNDE, vai questionar diretamente a prefeitura, solicitar justificativas de tudo que foi apontado pelo CAE, para negar a prestação de conta e que a prefeitura terá um tempo para se adequar e o recurso não será interrompido. Raissa continua sugerindo mapear as ações por meio de calendários ao longo do ano e com isso observar mês a mês, para acompanharem de perto que está funcionando, e no futuro, dependendo do andamento das coisas, tomar uma atitude mais drástica, e tomar as providências cabíveis. Priscila retoma a fala e menciona o Checklist mensal, inicialmente conferindo a entrega das compras e como foi essa ação e sugere compartilhar o que já é usado pelas nutricionistas e, até melhorar, acrescentado mais ações para acompanhamento frequente de toda a movimentação. Raissa complementa que essa atitude irá ajudar a motivação dos conselheiros para as reuniões mensais, inclusive, com análises que podem ser realizadas nessas reuniões. Renata menciona que a confecção desse Checklist, pode ser de responsabilidade de Isabel e Priscila pois elas conhecem toda a dinâmica do processo, ou seja, quando e a quem cobrar o cumprimento de prazos e padronização do processo, quem sabe acrescentar o calendário de visitas em parceria com o CAE. Encaminhamento dessa pauta a elaboração do Checklist mensal. Para terceira pauta mapear possíveis parceiros na luta política que se faz necessária para garantir uma gestão melhor da Alimentação Escolar (AE), Renata pede a palavra a Luana e diz que na reunião anterior foi comentado sobre a recomposição do Conselho Municipal Educação (CME), que também enfrenta desafios e não é um conselho deliberativo, mas é uma conselho que politicamente seria um grande aliado e talvez fosse interessante uma reunião conjunta, para buscar parcerias nas dificuldades que o CAE vem enfrentando, uma vez que parece haver uma negligencia em relação não só a alimentação escolar mas na educação como um todo. Assim, sugere uma reunião conjunta para montagem de uma pauta conjunta de reivindicação junto a SME. Após as discussões, Renata sugere encaminhar correspondência ao CME e para o CACS-FUNDEB descrevendo as dificuldades enfrentadas não somente com a alimentação escolar, mas as dificuldades com os gestores, a dificuldade de articulação e cumprimento das proposições do. A Presidenta retoma a palavra dizendo que precisam entender como pode ser feita a parceria, pois é claro, que é importante, mas como pode ser feito isso na prática. Renata diz que é mais uma questão política elaborar um documento conjunto, mostrando as dificuldades da educação no município que parece mais uma calamidade. Acrescenta que, a partir disso, se se repetir com o PNAE em 2022 o que aconteceu em 2021, será o terceiro ano consecutivo de desastre, e se a situação não melhorar, será necessário acionar o Ministério Público, para que a prefeitura seja cobrada pela gestão da Alimentação Escolar. Finalizando, a Presidenta disse que as discussões em torno da listagem e mapeamento dos possíveis parceiros foram positivas, no entanto, sugere amadurecer esse assunto e discutir com mais profundidade na próxima reunião. Nada mais havendo a ser tratado, Luana da Silva Freitas encerra a reunião com os trabalhos registrados nesta ata que, após lida e aprovada, será assinada por mim, Fátima Aparecida Neves Rodrigues e por Luana da Silva Freitas, que dão fé ao documento aprovado por todos os presentes.
ATA DA 8ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – CAE/OP, QUADRIÊNIO 2021/2025, REALIZADA NO DIA 26.05.2022.
Aos vinte e seis dias do mês de maio de dois mil e vinte e dois às quatorze horas, realizada virtualmente, pelo Google/Meet, a oitava (8ª) Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Ouro Preto – (CAE/OP) referente ao mandato 2021 a 2025, presidida por Luana da Silva Freitas, membro titular, Representante da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP e com a presenças dos seguintes conselheiros: Leandro Andrade Cardoso, membro suplente, Representante das Entidades de docentes, discentes ou trabalhadores na área de educação; Elizabete Mártir de Souza, membro titular Representantes das Entidades de docentes, discentes ou trabalhadores na área de educação; Renata Nascimento de Freitas, membro titular e Betânia dos Anjos do Carmo, membro suplente, Representantes da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP; Isabel Cristina Sinclair de Oliveira Neves, membro titular, Priscila Pena Camargo, membro suplente, Representantes do Poder Executivo; Raissa Palma de Souza Silva, membro titular, Keler Maria de Castro Costa, membro suplente, Representante dos Pais de Alunos. Participaram, também, desta reunião Silvia Gabriel Teixeira e Frankilin Evagelista e Fátima Aparecida Neves Rodrigues, Secretária Executiva do CAE. A Presidenta, após cumprimentar a todos os presentes, contou com a presença de 09 (nove), conselheiros o que conferiu o quórum regimental para a instalação da reunião e informou a pauta do dia; 1. Informe sobre o ofício ao DAS/SME mencionado na reunião anterior; 2. Informes sobre as compras da Alimentação Escolar, relato das nutricionistas; 3. Informes Raíssa; 4. Informes sobre o evento do TCU em 05/05: Diálogo Público Participação Cidadã: O papel dos Conselhos Municipais de Políticas Públicas; 5. Definir calendário de visitas às escolas; 6. Plano de ação; 7. Oficiar a SME sobre caixas escolares (quais unidades receberam e quanto); 8. Outros. Luana solicita priorizar o calendário de visitas, invertendo a pauta. Após, Renata solicita acrescentar à pauta a retomada das reuniões presenciais. Todos aprovaram os acréscimos solicitados e a pauta. Dando continuidade, a secretária informa ao Conselho que seguindo as orientações da Resolução FNDE 06/2020 foi solicitada a SME a substituição de Priscila Pena Camargo e a resposta recebida pelo CAE contem, além da resposta sobre a substituição, a informação de que a Isabel Cristina Sinclair de Oliveira Neves, também, deverá ser substituída, ambas nutricionistas na SME, no entanto, até que o Decreto de nomeação seja publicado no Diário Oficial do Município ambas permanecerão atuantes neste conselho. Na sequência foi aberta as inscrições para que os demais conselheiros pudessem externar o agradecimento a ambas e Luana inicia dizendo que a presença de ambas, como referências técnicas no CAE é imprescindível. Renata reforça as falas de Luana e acrescenta a importância e o valor das participações, tanto da Priscila quanto da Isabel, neste conselho, complementando as falas de Luana Renata sugere fazer uma notificação oficial a SME, solicitando o assessoramento técnico de ambas as nutricionistas, nas reuniões mensais do CAE e visitas técnicas às unidades escolares do município. Priscila agradece o tempo que esteve como conselheira do CAE e se coloca à disposição para qualquer situação, esclarecimentos sobre as necessidades do CAE relativo à assistência técnica da alimentação escolar no município. Isabel agradece pela parceria, acredita que o trabalho não encerra, será continuo, pois a há uma luta para a melhoria da alimentação escolar no município, se coloca a disposição para qualquer situação ou necessidade do CAE. Luana dá boas-vindas a futura conselheira Silvia e pede que a mesma se apresente a todos. Silvia, Superintendente na SME, será membro suplente e diz que a sua titular será a Wânia que é a responsável pelos caixas escolares, na SME, e acredita que será de grande ajuda em prestar esclarecimentos sobre o assunto em questão, se coloca a disposição. Dando continuidade, Renata faz a apresentação da proposta do calendário de visitas e reforça que é fundamental a presença das nutricionistas e solicita que as mesmas façam parte dessas próximas que serão no mês de junho, em julho haverá o recesso escolar, e as visitas serão retomadas no mês de agosto, após, foi definido as datas, no entanto as unidades a serem visitadas seriam escolhidas no dia especificado, na hora de saída. Renata sugere que as visitas serjam realizada em trios, com vistas semanais no mês de junho contando com a presença de Priscila e Isabel, o calendário foi aprovado por todos. Na sequência, devido as alterações na composição do CAE, o conselho põe em votação solicitar a SME o assessoramento das nutricionistas, às visitas técnicas e, também, as reuniões mensais do CAE. A proposta foi aprovada por unanimidade. Dando continuidade, a pauta seguinte é sobre as compras da Alimentação Escolar, a Priscila informa que segundo o cronograma de acompanhamento das atividades, que já tinha sido apresentado ao CAE, foram enviados os pedidos de compras com os quantitativos e especificações, no mês de julho para que o processo fosse iniciado no ano subsequente. Neste ano, houve problemas em consequência, ainda, do ano anterior e, atualmente estão trabalhando em compras, e que não haverá pedidos de compra no mês de julho e portanto não haverá a entrega dos quantitativos. Renata retoma um ponto sobre a solicitação ao DAS, para dar mais atenção aos processos de compra, e na oportunidade questiona a Silvia o motivo das compras previstas para o ano de 2022 não terem sido feitas e agora estão no retrabalho. Silvia responde que não estão fazendo novamente e sim o procedimento do ano, a diferença está que o pedido era entregue em julho, pelas nutricionistas e agora estão antecipando para maio para acertar os contratos vigentes. Todos os anos os procedimentos foram realizados e continua, usualmente a SME não enviava os hortifruti para as escolas, pois era procedimento de responsabilidade do caixa escolar, como houve atrasos nos contratos, a SME decidiu a enviar os hortifruti, e a grande problemática que estão enfrentando é a defasagem de preço pois esse é um momento complexo da economia com os valores muitos altos, sendo que o entendimento do setor jurídico da prefeitura é não reajustar o valor em Ata de Registro, apenas em contrato, e os fornecedores estão pedindo reequilíbrio, o que está sendo negado e, assim, muitos fornecedores estão pedindo rescisão contratual. Assim, para evitar problemas futuros, principalmente em relação aos perecíveis, a SME tomou a iniciativa de adiantar o processo, com valores reajustados, para que a SME não fique desamparada de fornecedores, enquanto reorganizam o processo, conclui Silvia. Dando continuidade, Renata diz acreditar que essa situação pode continuar acontecendo, pois ainda não foi resolvido a questão dos caixas escolares e relata que o CAE tem recebido informações que algumas unidades escolares não tem recebido hortifruti, o que se sabe é que o fornecimento desses alimentos ainda não foi regularizado e, se no momento está sendo resolvido os problemas de compra do primeiro semestre, como fica o segundo semestre, com essa defasagem de preço que irá impactar o ano todo, e como pode ser resolvido essas questões uma vez que a alta de preços vai continuar, questiona como esse problema pode ser contornado, para evitar uma descontinuidade no fornecimento de alimentos para essas crianças. Silvia responde que as escolas foram orientadas para utilizar o saldo remanescente do caixa escolar, e aquelas que não tem saldo podem notificar a SME, solicitando o produto. Em relação aos caixas escolares o pagamento será iniciado em breve. Infelizmente, no que diz respeito as Atas de Registro de Preço, e referente aos valores inflacionários, será necessário um debate com o setor jurídico da Prefeitura com o objetivo de evitar problemas e que esses não afetam somente a SME, mas também as demais secretarias que usam o sistema de compra. Na sequência, Raissa, como representante do segmento de pais de alunos informa que observou a ausência de hortifruti nas escolas do Morro São Sebastião e do Simão Lacerda e relata que em contato com algumas mães do São Sebastião estão evitando mandar as crianças para a escola pois a alimentação tem sido se arroz com feijão e macarrão, basicamente todos os dias, entende que se não tiver uma alimentação escolar adequada, pode haver um prejuízo no rendimento escolar dessas crianças . Relata que esteve em reunião de pais na escola Simão Lacerda, e que nessa unidade presenciou fatos que sugerem ao CAE elaborar um plano de ação a longo prazo, para valorização da merenda na rede municipal de educação, buscar parcerias na UFOP, para criar campanhas, no sentido de propor uma alimentação saudável, e aproveita para parabenizar a SME pela entrega dos kits pedagógicos, pois, além da alimentação que é primordial, essa afetividade com a entrega do kit alimenta a motivação, quando a criança recebe um material de tão boa qualidade, finaliza Raissa. Luana reforça a fala de Raissa, e diz que a composição dessa merenda pode contribuir para a questão do sobrepeso, embora mesmo com o rigor dos cardápios, pois o CAE tem acesso a eles, no entanto, comer feijão, arroz e macarrão não é algo saudável, não tem validade nutricional, são apontamentos importantes que precisam ser bem observados pois ferem a legislação. Priscila diz que essa não é uma refeição padrão de cardápio e se a escola estava oferecendo essa refeição pode ser que não dispunha de outros alimentos, naquele dia; por essas razões as visitas são necessárias para fiscalizar e constatar a realidade in loco, pois as adequações são sempre realizadas a medida da necessidade, conclui Priscila. Isabel pede a palavra e destaca que foi realizado uma parceria entre a UFOP e a SME para desenvolverem um trabalho com educação nutricional, embora seja um trabalho de formiguinhas, que iniciará pelas creches para depois atingir outras faixas etárias, trata-se de um trabalho demorado, pois a SME conta com somente as duas nutricionistas ficando inviável agilizar o processo e atingir os objetivos com menor tempo. Dando sequência, Renata diz que as palavras da Isabel expressam a angústia pessoal e também do CAE, pois sabemos que numa mesma escola temos duas realidades diferentes, crianças com falta de alimentação adequada em casa e crianças que acabam tendo excesso, acredita que só conseguirão resolver essas questões a partir do processo de educação alimentar e nutricional, sendo esse é um dos propósitos do programa, no entanto, fazer isso com somente duas nutricionistas na SME será muito difícil. Portanto, as parcerias são fundamentais e sugere a Isabel apresentar esse projeto ao CAE, até para que possa ser feito um retrato nutricional por escola no município, para definir melhor os programas e projetos mais específicos, uma vez que há muita diferença de realidade entre as escolas dos distritos e da sede. Luana reforça a fala de Renata e acrescenta a necessidade de incluir parcerias com agricultores locais, fomentando o uso da agricultura familiar local, pois produzem alimentos orgânicos e tem muito a contribuir com o projeto. Dando continuidade, Luana passa a palavra a Renata para falar sobre o evento do TCU em 05/05: Diálogo Público Participação Cidadã: O papel dos Conselhos Municipais de Políticas Públicas, diz que foi um evento promovido pelo TCU, e acredita ter sido muito interessante, pois desde o início dessa gestão do conselho tem se discutido sobre o papel do conselheiro, no geral algumas proposições foram apresentadas para serem pensadas, uma delas é a importância dos conselhos municipais e, principalmente no seu papel de fiscalização. Relata a fala do Presidente do Observatório Social, cuja pagina na internet tem muitas informações relevantes e tem um canal chamado “Escola da Cidadania”, voltado a formação de pessoas para atuarem nos conselhos, na definição das políticas públicas de cada município, na valorização dos conselhos e dos conselheiros. Reforça ainda que o gestor público faça a divulgação dos trabalhos dos conselhos, e daí, propõe que o CAE inicie essa divulgação com a criação de um link na página da prefeitura e que cada conselho tenha seu link com a composição do conselho, para que seja acessível a população, divulgando as discussões, as reuniões, as ações, os resultados das ações. Menciona que outro ponto importante a ser pensado é a criação de comissões internas do CAE, como comissão de capacitação, para convidar pessoas para falar sobre determinados assuntos, capacitando conselheiros, comissão financeira para acompanhar as compras, a gestão do caixa escolar, a verba do PNAE, pois se precisar fazer ajustes ao longo do ano, o conselho pode acompanhar mais de perto, uma comissão de visitas técnicas, uma comissão de ética para acompanhar a postura dos conselheiros e como a participação se dá nos conselhos. Levanta outro ponto importante que são os encontros regionais. Finalmente, ressalta que os problemas estruturais encontrados na alimentação escolar e nas escolas, durante as visitas técnicas devem ser comunicados, primeiramente a diretoria da escola e a SME e, quando o CAE oficializa para a SME, o CAE pode colocar um prazo para que os problemas sejam resolvidos e que, passado esse prazo, se a questão não foi resolvida, pode e deve ser acionado o Ministério Público-MP, sendo que esta é uma obrigação do CAE. Na sequência, Luana aborda a pauta sobre o Plano de Ação e, sugere aos conselheiros, analisar o esboço para contribuir com novas ideias, que podem voltar a discussão e melhora-las na próxima reunião do conselho, todos os presentes acataram a sugestão. Finalizando Luana solicita um encaminhamento para oficializar a SME sobre os caixas escolares, quais unidades já receberam e, se possível, um mapeamento completo da situação nas unidades escolares do município de Ouro Preto, tais informações serão de grande utilidade para conhecer a realidade da escola no momento das visitas. Nada mais havendo a ser tratado, Luana da Silva Freitas encerra a reunião com os trabalhos registrados nesta ata que, após lida e aprovada, será assinada por mim, Fátima Aparecida Neves Rodrigues e por Luana da Silva Freitas, que dão fé ao documento aprovado por todos os presentes.
ATA DA 9ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – CAE/OP, QUADRIÊNIO 2021/2025, REALIZADA NO DIA 29.06.2022.
Aos vinte e nove dias do mês de junho de dois mil e vinte e dois às quatorze horas, realizada virtualmente, pelo Google/Meet, devido à pandemia do novo coronavírus aconteceu a nona (9ª) Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Ouro Preto – (CAE/OP), referente ao mandato 2021 a 2025, presidida por Luana da Silva Freitas, membro titular, Representante da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP e com a presenças dos seguintes conselheiros: Renata Nascimento de Freitas, membro titular e Betânia dos Anjos do Carmo, membro suplente, Representantes da Força Associativa dos Moradores de Ouro Peto – FAMOP, Raissa Palma de Souza Silva, membro titular, Representante dos Pais de Alunos. Participaram, também, desta reunião, Professora Adriana Lucia Meireles, Vice Coordenadora do Projeto ESANP/UFOP, Isabel Cristina Sinclair de Oliveira Neves, Priscila Pena Camargo, ambas Nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação e Fátima Aparecida Neves Rodrigues, Secretária Executiva do CAE. A Presidenta, após cumprimentar a todos os presentes, empossou Wania Aparecida Almeida Silva Costa, membro titular, nomeada pelo Decreto Nº6.502 de 27 de maio de 2022 e, Silvia Gabriel Teixeira, membro suplente, nomeada pelo Decreto Nº¨6.501 de 27 de maio de 2022, Representantes da Secretaria Municipal de Educação em substituição a Isabel Cristina Sinclair e Priscila Pena Camargo. Luana menciona que acredita que ambas terão muito a contribuir, trazendo a vivência e experiências na solução dos problemas. Contou com a presença de 06 (seis), conselheiros e conferiu o quórum regimental para a instalação da reunião. Na sequência, informou a pauta do dia; 1. Posse de novos conselheiros; 2. Apresentação do Projeto ESANP/UFOP - Estudo da Segurança Alimentar e Nutricional na Pandemia de Covid-19; 3. Informes, referente a visitas às escolas e, atualização do calendário; 4. Aprovação do Plano de ação do CAE para 2022; 5. Elaboração do site CAE. Na sequência Luana solicita aos presentes uma alteração na pauta, remanejamento da atualização do calendário para a próxima reunião, devido a extensão da pauta. A pauta e sua alteração foram aprovadas. Dando continuidade, Luana dá as boas-vindas a Professora Adriana e passa a palavra para a apresentação dos dados de seu projeto de pesquisa. Adriana agradece o espaço e o apoio para apresentar os resultados do Estudo da Segurança Alimentar e Nutricional na Pandemia da COVID-19 – ESANP, importantíssimo para esse grupo, para conhecer a realidade vivenciada em Ouro Preto e Mariana, desde o início da pandemia. A equipe do estudo é composta pela Professora Raquel Mendonça, Coordenadora do Projeto, a Professoras Adriana, Mariana e Natália, todas Escola de Nutrição da UFOP, além de Erica e Priscila que são doutorandas do Projeto e, também, são nutricionistas da Prefeitura de Mariana e Ouro Preto, respectivamente e duas alunas de Graduação que fazem iniciação científica no projeto. O ESANP é um estudo longitudinal da segurança alimentar, durante e após a pandemia, a ideia de conduzir esse estudo nos municípios mencionados, surgiu por meio de um desejo da doutoranda Erica em avaliar a alimentação escolar no município de Mariana e, quando iniciou a pandemia, precisávamos coletar os dados, no entanto, as aulas tinham sido suspensas e, então, foi pensado que era o momento de avaliar como ficaria o estado nutricional das crianças e o impacto que causaria, em função da pandemia. O estudo atualmente está com dados da quarta coleta de dados. Adriana relata que a pandemia de Covid provocou o distanciamento e restrição social e, em função deste, as escolas foram fechadas em todo Brasil, o que implicava também na suspensão da alimentação escolar, o que indicava que poderia haver impacto sobre a segurança alimentar e nutricional das crianças. Esclarece que quando se fala de segurança ou insegurança alimentar, no Brasil, utiliza-se um instrumento que avalia o acesso da população aos alimentos em quantidades e qualidades suficientes para atender as necessidades das pessoas. Assim é possível caracterizar as pessoas em três níveis de insegurança, insegurança alimentar leve, insegurança alimentar moderada e insegurança alimentar grave. O PNAE é fundamental para muitas famílias e para muitas crianças, tanto para a melhoria no rendimento escolar, para o desenvolvimento saudável e para muitas dessas a refeição na escola é a principal refeição diária, por isso a suspensão das aulas poderia refletir no estado nutricional dessas crianças e adolescentes, influenciando o desenvolvimento e crescimento dessas crianças. Assim, os municípios se organizaram de formas diferentes e buscando possibilidades de ofertar kits de alimentos ou cestas básicas tentando minimizar a questão da ausência da alimentação escolar, com diferentes impactantos dependendo da situação de insegurança alimentar de cada família. Com isso, os objetivos do ESANP foram: avaliar os possíveis impactos da pandemia, monitorar a situação da segurança alimentar e nutricional, conhecer o perfil sócio demográfico - renda idade hábitos alimentares, se as pessoas estavam empregadas ou desempregadas, a qualidade da alimentação , e outras questões ligadas ao domicilio, como por exemplo se utiliza lenha ou gás, etc. O cálculo amostral para o estudo resultou em 612 (seiscentos e doze) pessoas adultas entrevistadas, sendo entrevistada a pessoa responsável pela compra e pelo preparo do alimento em cada domicílio. O ESANP foi projetado para quatro coletas, a primeira em junho/julho de 2020, a segunda de março a maio de 2021, a terceira, de dezembro de 2021 a março de 2022, quando permaneceram na coleta 336 (trezentos e trinta e seis pessoas), sendo que a próxima coleta está prevista para setembro e outubro de 2022 e, seria a ultima coleta do ESANP. Os resultados preliminares indicam que: 92% das pessoas entrevistadas por telefone eram do sexo feminino, pois na maior parte das famílias quem é responsável pela compra e preparo do alimento são as mulheres, 59% das pessoas que responderam eram casadas, 84% se declaram pardos preto sou amarelos. Em relação a pandemia, 65% declararam ter recebido o auxilio emergencial, 70% informaram redução da renda durante a pandemia, 50,7% não estavam empregados no período da pandemia, 48,1% receberam benefícios assistências do governo para além do benefício emergencial e, 69,3% viviam em domicílios com duas a quatro pessoas. Uma informação importante especificamente relacionada a pandemia e ao PNAE é que 47% informaram ter recebido a cesta básica de alimentos fornecida pelos municípios. Das famílias entrevistadas, 67,5% tinham a insegurança alimentar leve, 11,3% de insegurança alimentar moderada e 5% em insegurança alimentar grave, ou seja, esses vivenciavam fome em junho e julho de 2020. Quando a análise é feita longitudinalmente, ou seja, comparando junho e julho de 2020 com a próxima coleta no meio do ano de 2021 e, a última coleta no início desse ano percebe-se a evolução desse indicador, com a insegurança alimentar leve diminuindo para 47,5% e a insegurança alimentar grave, que é a situação de fome, passa de 5% para 3,5% e depois para 6,4% dentre aqueles que responderam ao questionário nos três momentos. Destaca que esse percentual representa 846 famílias, entre Ouro Preto e Mariana que estão vivenciando a fome. Adriana apresenta outros dados relativos aos tipos de alimentos adquiridos e consumidos pelas famílias e finaliza ressaltando que o ESANP tem diversas formas de contribuir tanto por município, escolas e famílias, quanto com a literatura cientifica que é também um dos objetivos da Escola de Nutrição. A primeira contribuição potencial é monitorar a situação de insegurança alimentar e de fome, entre os domicílios que tem alunos nos municípios entre Ouro Preto e Mariana, com retorno dos resultados para os gestores públicos e comunidade escolar. Sendo assim, os casos de insegurança alimentar grave contabilizados na primeira coleta, foram repassados para a Secretarias Municipais de Assistência Social, buscando incentivar a criação de conselhos municipais de segurança alimentar e nutricional, fundamentais para a garantia do acesso ao alimento para muitas famílias na região. Relata sobre alguns produtos desse estudo como a publicação de um artigo, em agosto de 2021, e um sumário executivo com os principais resultados que foram entregues aos secretários municipais e direção de escolas, além da oferta de capacitação para técnicos e funcionários das Secretarias Municipais de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde; a distribuição de cartilha com os principais resultados para os pais, e uma cartilha com dicas de lanche saudáveis e acessíveis que todo mês é enviado aos pais pelo WhatsApp, e o contato constante com essas famílias participantes. Finalizando, a explanação, a Professora Adriana dize que o PNAE temum papel estratégico na garantia do direito a uma alimentação adequada durante e após a pandemia, principalmente com o retorno das crianças as escolas. A Professora Adriana agradece a oportunidade e pede o apoio do CAE e, acrescenta que o objetivo é contribuir com as escolas e o município, na identificação dos problemas e, com isso ter respaldo para solicitar uma melhoria na oferta da alimentação. Na sequência, Luana retoma a palavra, agradecendo a Professora Adriana por toda a explanação e apresentação do ESANP e, menciona que é um privilégio grande a Prefeitura ter no quadro de funcionários da SME, uma nutricionista doutoranda, Priscila Pena Camargo, que faz esse trabalho e tem conhecimento sobre o cenário nutricional da cidade de Ouro Preto e, que muito contribui com esse conselho. Renata pede a palavra e reforça a questão e importância da SME ter esses dados, pois a partir de então, o CAE, com dados estatísticos, pode atuar juntamente a equipe da SME, para ações mais concretas e não trabalhar simplesmente com achismos. Para a próxima pauta referente a referente a visitas às escolas e, atualização do calendário, Luana solicita alteração, para que o mesmo possa ser discutido na próxima reunião. O conselho deliberou a alteração. A partir de então, a próxima pauta a aprovação do Plano de ação para 2022 e, menciona que foi sugerido por Priscila, anteriormente, ainda como conselheira do CAE, o Plano de Ação, e passa palavra a Priscila que diz, que a apresentação é um modelo e que está aberto a complementações para melhorias, pode ser verificado que parte desse planejamento referente ao mês de junho, já estão em andamento, às visitas as escolas, reuniões mensais, o recebimento dos cálculos de compra da alimentação escolar e o acompanhamento do processo de licitação. Renata questiona se esse processo de licitação é referente ao segundo semestre e, Silvia confirma que sim, pois, o processo é válido por uma (01) ano, engloba o segundo semestre de 2022 e o primeiro semestre de 2023, toda Ata é válida por 12 meses, reitera. Luana retoma e pergunta a Silvia como está o processo referente a agricultura familiar, e a resposta é que juntamente com a Secretaria de Agropecuária estão acertando o Chamamento Publico. Sobre o caixa escolar, Luana observa que nas escolas visitadas até a presente data houve uma discrepância, sendo que as escolas nos distritos não receberam, e que em apenas uma das escolas visitadas não foi relatado problemas. Silvia informa que os pagamentos seriam normalizados, ainda essa semana, para aquelas que não receberam até o momento a orientação foi utilizar o saldo remanescente, aqueles em que o saldo remanescente não era suficiente, deveriam entrar em contato com a SME e receberiam via secretaria. Renata pergunta porque houve esse atraso tão grande, visto que já está entrando no mês de julho, Silvia explica que o convênio existente era de 2019, com saldo remanescente, e que no ano de 2020 a prefeitura entendeu que pelo motivo de pandemia os convênios não deverima ser firmadso e, no ano de 2021 ficou um certo “imbróglio”, com a prestação de contas no de 2019 uma vez que entrava na prestação de contas como convênio inexistente, nessa tomada, conseguiu-se fazer uma certa regularização, com embates em alguns departamentos da prefeitura, para que fosse feito da seguinte maneira; firmar com o convênio e a possibilidade de utilização do saldo remanescente, pelo entendimento da procuradoria, esse saldo deveria retornar para os cofres da prefeitura e a SME não concordava, uma vez que a própria lei do caixa escolar prevê a possibilidade de fazer esse remanejamento de saldo. Com o retorno das aulas presenciais no ano de 2022, os caixas escolares estavam com dificuldade em fazer a regularização das Atas. Renata solicita esclarecimentos sobre o valor pago por aluno no caixa escolar e, Silvia informa que está na Lei 565 de 2010, geralmente é pago per capta e, o valor pago ainda se refere a 2019, não podendo ser reajustado via Decreto, mas já existe um processo em fase de análise a ser encaminhado para votação na Câmara Municipal, para alteração da Lei que rege o caixa escolar, para facilitar o ajuste do valor, o que prevê a lei do caixa escolar em seu art.7º inciso 3º - para escolas com mais de cem (100) alunos, cada parcela mensal terá o valor mínimo de R$100,00 (cem reais), acrescidos de R$0,50 (cinquenta centavos), por aluno excedente a 100 (cem), conclui Silvia. Luana retoma a palavra e pergunta aos conselheiros se o Plano de Ação poderá ser aprovado e se, ainda, necessita de alterações e, Renata sugere acrescentar ações como reuniões conjunta com o CME, CACS-FUNDEB, além de convidar, expositores que lidam com a alimentação escolar e entidades parceiras da Escola de Nutrição da UFOP, e elaborar o site do CAE. Após, o conselho delibera encaminhamento para o STI e SME, solicitando colaboração e apoio para que o CAE tenha condições e os meios para divulgação dos trabalhos e ações do CAE. Antes do término, a Secretaria Executiva informa ao CAE as dificuldades em acessar o sistema do CAE virtual, em virtude de o acesso estar bloqueado. Outro informe foi sobre a possibilidade dos Conselhos de Educação se reunirem em reunião conjunta, inicialmente, em caráter extraordinária, em dias distintos às reuniões ordinárias dos conselhos, proposta feita pelo Presidente do CACS-FUNDEB e, que oficialmente será encaminhada a data e horário. Nada mais havendo a ser tratado, Luana da Silva Freitas encerra a reunião com os trabalhos registrados nesta ata que, após lida e aprovada, será assinada por mim, Fátima Aparecida Neves Rodrigues e por Luana da Silva Freitas, que dão fé ao documento aprovado por todos os presentes.