Ouro Preto, o melhor carnaval de rua do interior do Brasil


Carnaval tradicional ouro-pretano homenageia as mulheres do samba

Por Nízea Coelho.em 11/01/2019

Praça Tiradentes lotada durante o carnaval
Imagem: Ane Souz

O tradicional Carnaval de Ouro Preto, mais famoso carnaval de rua do interior do Brasil, conta com variadas atrações para garantir a folia na cidade histórica. Com blocos caricatos, Escolas de Samba, carnaval infantil e cinco palcos espalhados no centro da cidade, a alegria toma conta entre os dias 28 de fevereiro a 05 de março em Ouro Preto.

A homenagem do Carnaval Patrimônio de Ouro Preto é para as “Damas do Samba”, reconhecendo as mulheres que trabalham e trabalharam na concepção do carnaval ouro-pretano e que resistem como sambistas independentes, musas inspiradoras, compositoras, passistas, carnavalescas, madrinhas, baianas, intérpretes, porta-estandartes ou operárias do samba, presidentes de escola de samba, entre outras atividades no carnaval. A presença feminina nas escolas de samba diversificou o papel feminino dentro da história do samba, realçando a beleza e a força dessas mulheres. Ouro Preto homenageia a costureira Dona Fiica, a carnavalesca Naé, a compositora Dona Maria e a porta-bandeira Dona Nice, grandes referências para o samba da cidade.

As sete escolas de samba da cidade desfilam na segunda-feira de Carnaval na Praça Tiradentes, por onde também passam dezenas de blocos caricatos, como o Zé Pereira do Club dos Lacaios e a Bandalheira, os quais saem pelas ladeiras históricas de quinta a terça-feira de carnaval. Os distritos de Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Lavras Novas, Santo Antônio do Salto e Santa Rita também recebem atrações artísticas e os distritos de Amarantina, Glaura, Rodrigo Silva, Santo Antônio do Leite, São Bartolomeu e os sub-distrito de Chapada, recebem sonorização para acolher os foliões locais.

O carnaval estudantil é realizado no Espaço Folia, Praça da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com uma programação que integra o carnaval do município.

Os foliões que escolhem o destino Ouro Preto para o Carnaval podem aproveitar além da festa, os atrativos naturais, a riqueza dos museus e igrejas do século XVIII e degustar da gastronomia mineira nos seis dias de Carnaval.

Link das fotos:

https://www.flickr.com/photos/prefeituradeouropreto/albums/72157698579739431

 

Homenageadas

 

Maria Pompéia Alves de Oliveira - Dona Fiíca

Maria Pompéia Alves de Oliveira, nascida na cidade de Oratórios, casou-se com Altivo Alves de Oliveira Netto e mudou-se para a cidade de Ouro Preto. Fiíca, como é mais conhecida, foi convidada por Jesus Mazzoni, fundador da Escola de Samba Sinhá Olímpia, para confeccionar as fantasias, e ali costurou desde a fundação até o encerramento da escola.

Quando a Escola de Samba Sinhá Olímpia parou de desfilar nos carnavais da cidade, ela passou a confeccionar as fantasias para a escola de samba Santa Cruz. Fiíca também confeccionou por quatro anos as fantasias do Rei Momo e Rainha do Carnaval de Ouro Preto, contratada pela Prefeitura Municipal.

 

Maria Nazaré da Silva Mazzoni (in memorian)

Trabalhou na área da Educação como professora e diretora em escolas dos distritos de Ouro Preto e na sede. Fez vários projetos na área da educação e da cultura, sendo fundadora da Comissão Ouro-pretana de Folclore e presidente da Escola de Samba Inconfidência Mineira.

 

Eunice Malaquias Guimarães - Dona Nice

Dona Nice, como é chamada por todos no bairro Padre Faria, e seu marido Agostinho Ferreira Guimarães (já falecido) fundaram no dia 01 de janeiro de 1970 a Escola de Samba Unidos do Padre Faria. Foi porta-bandeira da Escola de 1970 a 1975, sendo também a primeira porta-bandeira da cidade de Ouro Preto. Desde então, participa ativamente de todos os carnavais da cidade, com seus ideais sempre respeitados por todos no bairro.

 

Maria José Ferreira (in memorian)

Nascida na localidade de Botafogo, em Ouro Preto, ainda criança se mudou para o Veloso (bairro São Cristóvão). Entre a criação dos filhos e o ofício de costureira, ela compunha músicas e batucadas junto com sua cunhada Agostinha de Lourdes (Lourdinha da Imperial).

Na fundação da Escola de Samba Acadêmicos de São Cristóvão (ESASC), em 1980, “Mãe Maria” começou a trabalhar na agremiação como costureira do barracão verde e rosa.

Para a comunidade do Veloso, ela continua sendo uma das maiores referências do samba de Ouro Preto e do trabalho comunitário, ao lado do marido, em prol da Escola de Samba Acadêmicos de São Cristóvão.

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